Agenda

Museu das Marionetas do Porto

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Universo Onírico 

2 a 31 de janeiro*

Quarta a sexta
14h – 18h**
Sábado e domingo
11h – 13h* + 14h – 18h**
**última admissão 30 minutos antes do fecho
Rua de Belomonte, 61 – Porto

Bilhetes AQUI

Da exposição O Universo Onírico das Marionetas do Porto fazem parte obras emblemáticas da companhia que se relacionam com a temática do sonho e ambientes etéreos (Wonderland, Nada ou Silêncio de Beckett, Cabaret Molotov, Cinderela, A Cor do Céu e Joanica Puff).

Miséria e Teatro Dom Roberto mantém-se como documento histórico do Museu das Marionetas do Porto e acrescentamos à lista uma mega ilustração de Júlio Vanzeler que une dezenas de personagens criadas por si.

No espaço de experimentação, concebido como um miniteatro, poderá ser um verdadeiro marionetista, encenador e ainda técnico de luz, som e vídeo.

A exposição permite uma fruição diversa, capaz de transportar o visitante para outro lugar, através das peças expostas, dos adereços, das histórias e de todas as atividades propostas num programa dirigido a todo o público.

Na sala dedicada às exposições temporárias recebemos, duas vezes por ano, companhias de marionetas e formas animadas do nosso país.
Este é um museu de autor, centrado na obra de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), fundador do Teatro de Marionetas do Porto, situado numa rua estreita, em pleno centro histórico. Atravessar a porta do Museu, tem sido, para muitos visitantes, um encontro com a utopia. Assim desejamos que continue através da exposição patente.

alma

Objetos Rejeitados 

Exposição Temporária Alma d’Arame

Até 1 fevereiro 2026

Museu das Marionetas do Porto

Vivemos rodeados de objetos. Uns acompanham-nos durante anos, carregando memórias, afetos e histórias. Outros, pelo contrário, são descartados, esquecidos, rejeitados. Esta exposição nasce desse gesto de exclusão — do momento em que algo perde o seu valor de uso ou simbólico e é relegado ao silêncio.
Ao reunir objetos rejeitados dos espetáculos que saíram de cena no percurso da Alma d‘Arame propomos um olhar renovado sobre aquilo que é considerado resto, sobra ou inútil. Aqui, o que antes era invisível ou ficou pra trás renasce e ganha presença; o que foi descartável transforma-se em matéria de reflexão.
Os objetos, privados da função para a qual foram criados, libertam-se das regras do consumo e abrem espaço para novas leituras: podem ser testemunhos de um tempo, metáforas de fragilidade, ou ainda resistências discretas contra a lógica do desperdício.
“Objetos Rejeitados” é, acima de tudo, uma exposição sobre segundas vidas. Cada peça convoca o visitante a imaginar novas histórias, a reconstituir afetos e a questionar os critérios que definem o que é valioso ou insignificante.
Aqui, o rejeitado é reabilitado — não para voltar a ser útil, mas para se tornar visível, digno e capaz de nos interpelar.

Amândio Anastácio