
MAIO 2026

A revolução da Bela Rapariga
9 maio – 13h30 + 17h00 (hora local)
Teatro Tenkū
Tokyo Metropolitan Theatre Center
Tokyo, Japão
(nós dissemos que era bué longe)
A convite do compositor japonês Hibiki Mukai, as Marionetas do Porto realizam uma criação conjunta com a companhia Japonesa Hitoma-za Otome Bungei.
O espetáculo será dividido em duas partes. O primeiro espetáculo da companhia Hitoma-za Otome Bungei com participação especial dos atores do Teatro de Marionetas do Porto, Micaela Soares e Vítor Gomes, e desenho de luz do nosso técnico residente Filipe Azevedo. Na segunda parte será apresentado Yaegakis, um espetáculo criado pela equipa das Marionetas do Porto a partir do conto tradicional japonês A Princesa Yeagaki.
No Japão do Período dos Estados em Guerra, dois clãs inimigos procuram selar a paz através de um casamento imposto. Entre estratégias políticas e rivalidades antigas, nasce um amor tão frágil quanto improvável. Mas quando uma conspiração mergulha o país no caos e a honra se torna mais pesada do que a vida, os recém-casados são arrastados para uma espiral de perseguição, lealdade e sacrifício. Separados pela guerra e por forças que ultrapassam o humano, resta-lhes apenas a fé — nos deuses, nos sinais da natureza e na força do próprio amor.
Entre chamas espectrais, canções ancestrais e a presença enigmática das raposas sagradas, Yaegaki é uma tragédia poética onde o destino se escreve sobre gelo fino — e cada passo pode ser o último.
Yaegakis são todas as mulheres que não têm medo do desconhecido e dão o passo em frente sem saber qual é o seu destino.
Ficha Artística
Encenação, adaptação do texto e dramaturgia – Micaela Soares
Desenho de luz e vídeo – Filipe Azevedo
Música – Hibiki Mukai
Marionetas – Raposas João Rodrigues, acervo Marionetas do Porto
Construção – João Pedro Trindade
Interpretação e manipulação – Micaela Soares, Filipe Azevedo, Vítor Gomes e dois manipuladores da companhia Hitoma-za Otome Bungei
Apoio à cenografia – Companhia Hitoma-za Otome Bungei


Para onde vão?
m/3
16 maio – 16h
17 de maio – 11h
Teatro Joaquim Benite
Av. Prof. Egas Moniz, 2804-503, Almada
Há um menino com um capacete de astronauta que encontra um coração.
Mas porquê?
Há animais gigantes e pássaros que falam.
O quê?
Há a lua muito próxima do mar, há barcos em terra e um urso a rebolar.
Mas porquê?
Há uma menina com um capacete de astronauta, que procura o mesmo que o menino.
Mas o quê? O quê?
As Marionetas do Porto unem-se ao universo do ilustrador João Rodrigues para falar sobre amor, tema principal das suas obras. Uma reflexão sobre o amor nas diferentes formas em que este se pode manifestar, trazendo à tona temas como amizade, empatia e a necessidade de amar.
Um lugar imaginário que só existe quando eles usam um capacete de astronauta, onde personagens improváveis se encontram e há corações por todo o lado. A inocência do brincar e a curiosidade do saber comandam toda esta estória.
Mas então, onde é que podemos encontrar amor?

MASTERCLASS COM ISABEL BARROS
FIMFA’26
17 maio – 11h às 13h
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL – Sala Bernardo Sassetti
Masterclass destinada a profissionais e pessoas interessadas pelas várias áreas, com vontade de experimentar e contactar com novos processos de trabalho e de pesquisa artística.
Momento de experimentação, com base na linguagem e processos criativos de Isabel Barro, diretora artística do Teatro de Marionetas do Porto. O cruzamento e ligação entre a dança, o teatro e o teatro com marionetas e objetos.
Destinatários
Profissionais e pessoas interessadas com experiência nas artes performativas, estudantes e professores de todas as áreas Número máximo de participantes: 20
Custo – 5€
Idioma – Português
Data limite de inscrição – 15 de maio (sex)
Seleção por ordem de inscrição mediante pagamento.
A inscrição é realizada através do preenchimento da ficha de inscrição aqui – ou em formato doc – neste caso deve ser enviada para: fimfafestival@gmail.com
Partir do corpo, do gesto, do movimento e da relação entre os corpos. Corpo fragmento, que se propõe “representar” uma realidade momentânea, uma espécie de tela através da qual se formam novas imagens, síntese de corpos, dialética entre vivo e inanimado.
Relação do objeto com o ator, o corpo do ator, como extensão da marioneta. A criação, como espaço de diálogo entre os corpos, os objetos, a música e todas as disciplinas que forem convocadas em cada criação.


O Sr. Aníbal
M/3
29 maio – 21h30
FACE – Fórum de Arte e Cultura de Espinho
Av. São João de Deus, 4500-386 Espinho
Inserido no Festival Mar-marionetas
31 maio – 16h00
Espaço da Red Cloud Teatro de Marionetas
Rua Hintze Ribeiro, 52 A, 3800-359 Aveiro
Inserido na programação Motus Imago
O Sr. Aníbal é um senhor idoso que vive sozinho numa casa-toca. A sua companhia são os objetos que habitam uma casa e as memórias que cada um deles carrega. No meio de tanta solidão, tanto silêncio, será que o senhor Aníbal se sente sozinho? Ou as memórias baralhadas de 80 anos de vida se tornam em momentos vertiginosamente divertidos? Será que os objetos de uma casa podem ganhar vida apenas para fazer companhia a este velhinho? As Marionetas do Porto propõem um espetáculo que reflete sobre a velhice e associada a ela alguma solidão. Ao acompanhar este personagem fazemos uma viagem sobre as rotinas do seu dia-a-dia e os seus contratempos. No espetáculo, a companhia faz uma abordagem aos objetos do quotidiano que carregam a sua própria memória, a sua função e a sua metáfora, ao mesmo tempo que reflete sobre a velhice nos tempos atuais.


Universo Onírico
2** a 31 de maio
Quarta a sexta
14h – 18h*
Sábado e domingo
11h – 13h* + 14h – 18h**
*última admissão 30 minutos antes do fecho
** Fechado no dia 1 de maio
Rua de Belomonte, 61 – Porto
Da exposição O Universo Onírico das Marionetas do Porto fazem parte obras emblemáticas da companhia que se relacionam com a temática do sonho e ambientes etéreos (Wonderland, Nada ou Silêncio de Beckett, Cabaret Molotov, Cinderela, A Cor do Céu e Joanica Puff).
Miséria e Teatro Dom Roberto mantém-se como documento histórico do Museu das Marionetas do Porto e acrescentamos à lista uma mega ilustração de Júlio Vanzeler que une dezenas de personagens criadas por si.
No espaço de experimentação, concebido como um miniteatro, poderá ser um verdadeiro marionetista, encenador e ainda técnico de luz, som e vídeo.
A exposição permite uma fruição diversa, capaz de transportar o visitante para outro lugar, através das peças expostas, dos adereços, das histórias e de todas as atividades propostas num programa dirigido a todo o público.
Na sala dedicada às exposições temporárias recebemos, duas vezes por ano, companhias de marionetas e formas animadas do nosso país.
Este é um museu de autor, centrado na obra de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), fundador do Teatro de Marionetas do Porto, situado numa rua estreita, em pleno centro histórico. Atravessar a porta do Museu, tem sido, para muitos visitantes, um encontro com a utopia. Assim desejamos que continue através da exposição patente.

OS CLÁSSICOS D’A TARUMBA: MAHAGONNY – AQUI TUDO É PERMITIDO
A TARUMBA – TEATRO DE MARIONETAS
Exposiçãotemporária até 27 de setembro
Museu das Marionetas do Porto
Há demasiadas almas de madeira para que não se amem as personagens de madeira que têm uma alma. – Jean Cocteau Tarumba significa atarantar, estontear, atordoar, maravilhar… palavras que exprimem o sentimento geral da companhia em relação às artes da marioneta.
A Tarumba foi criada em 1993 e está sediada em Lisboa. Iniciou o seu percurso com a adaptação de clássicos com marionetas de fios dirigidos maioritariamente ao público adulto. Foram encenadas peças de autores como Christopher Marlowe, William Shakespeare ou Federico García Lorca, entre outros.
Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny estreou a 20 de novembro de 1998, no Teatro Taborda. Pela primeira vez foi apresentada em Portugal a adaptação de uma obra de Bertolt Brecht para marionetas. A tradicional cenografia foi substituída por imagens digitais e vídeo, de Gonçalo Luz, produzindo um excesso de sentidos e uma amplitude espacial inovadora no teatro de marionetas. Foi recriado o ambiente de uma cidade perdida, uma utopia dos anos da procura do ouro e dos sonhos, com marionetas de madeira articuladas por fios, com cerca de 3 metros de comprimento, construídas por Luís Vieira e com figurinos de Rute Ribeiro, que interpretavam o estado psicológico das personagens de Brecht: Jimmy Mahoney, Leocadia Begbick, Jenny Smith, Fatty, Trinity Moses, Bill, Joe e Jake Schmidt.
A companhia realizou os ensaios e um workshop no Estabelecimento Prisional das Mónicas, em colaboração com a Direção-Geral dos Serviços Prisionais, de onde resultou a participação de três reclusos no espetáculo.
Mahagonny foi a última peça d’A Tarumba com ponte de manipulação, marionetas de fios e marionetistas ocultos. Apenas as marionetas – que pareciam enormes aos olhos do público – e o espaço cénico eram visíveis, criando uma ilusão mágica. Marca uma viagem criativa que começou pelos fios, mas que rapidamente se expandiu para outras formas de pensar e trabalhar a marioneta contemporânea, sem medo de arriscar e de partilhar.