
OUTUBRO 2026


Na Floresta m/3
3 outubro – 11H
Entrada Gratuita
(mediante levantamento de bilhete no balcão de informações da BMAG)
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Jardins do Palácio de Cristal,
R. de D Manuel II 21, 4050-239 Porto
“Adormeci de olhos abertos para ter a certeza de que não perdia nada.” Esta é uma viagem pelas noites de uma menina que volta sempre ao mesmo lugar. Vagueia na floresta sem medo da luz da noite. Ao lado dos seus amigos, tropeça em segredos e estórias que ainda não foram contadas. Noite após noite, onde o tempo não tem lugar. “Apetece-me brincar. Vou dormir!”
As Marionetas do Porto constroem um mundo mágico, no qual os mais pequenos vão percorrer sonhos como se fossem tão leves como o sopro do vento.

Mulher Luz m/16
Festival Internacional de Marionetas do Porto | FIMP
13 outubro – 21h00
14 outubro –19h30
Teatro Municipal Campo Alegre
Teatro do Campo Alegre, Rua das Estrelas, 4150-762 Porto
Há uma casa. Não é apenas um lugar… é um corpo, uma memória, uma matéria feita de sombra. Dentro dela, um homem procura ver. Fecha os olhos. E é então que algo começa: uma luz mínima, quase impercetível, que hesita entre aparecer e desaparecer. Uma presença. Talvez uma mulher. Talvez apenas a forma de um desejo. Mulher Luz nasce nesse intervalo, entre o que se vê e o que se imagina, entre o gesto e a sua falha. A partir de uma adaptação livre das obras de José Luís Peixoto, a peça constrói-se como um percurso sensorial onde a palavra se fragmenta e o corpo se torna linguagem. Marionetas, vídeo e matéria convocam um espaço instável, onde as figuras surgem e se desfazem, como se nunca chegassem verdadeiramente a existir. A casa transforma-se. A escuridão ganha espessura. O mundo infiltra-se, por vezes violento, por vezes absurdo e atravessa os corpos… deixando marcas, ausências, vazios. No centro, a tentativa persistente de tocar o que escapa. Mas há encontros que não se cumprem. Há presenças que só existem enquanto são procuradas.

O FIMP NO TEATRO DE BELOMONTE
Os Quintais da Memória m/14
ArtePlusArs – Estúdio de criação
11 outubro – 21h
Rua de Belomonte 57, 4050-097 Porto
Emílio revisita episódios marcantes da sua infância a partir do quintal da casa onde cresceu. É desse território íntimo que emergem memórias convocadas pelos objetos que ali encontra. Cada vestígio torna-se um portal que nos conduz por entre os recônditos quintais da vizinhança e pelas histórias das suas gentes peculiares, num tempo de inocência e vulnerabilidade, atravessado por incertezas. Um tempo permanentemente à beira do abismo do incompreensível, tantas vezes absurdo, mundo dos adultos. Restam a imaginação, a brincadeira e o afeto como formas de resistência e sobrevivência.
A dupla Rui Oliveira e Ana Saltão (que o público portuense conhece não apenas dos palcos, mas também como principais animadores do saudoso Contagiarte) regressa ao Porto para apresentar um dos frutos do seu novo projeto ArtePlusArs, sediado em Almada.
Ficha artística
Texto: Ever Martin Blanchet | Tradução: Rui Oliveira | Dramaturgia e adaptação: Ana Saltão, Rui Oliveira | Direção: Ana Saltão | Interpretação: Rui Oliveira | Elementos cénicos, figurino, desenho de luz: Ana Saltão, Rui Oliveira | Fotografia: José Frade | Registo vídeo: Rafael Oliveira | Vídeo promocional: Jorge Ramalho | Música: Piensa en Mi – Agustin Lara; Chiquillo – Serenella | Produção: ArtePlusArs – estúdio de criação

MASTERCLASS
Animar o inanimado – da ficção à ação
Micaela Soares e Vítor Gomes
Teatro de Marionetas do Porto
10 outubro – 10H
Teatro Rivoli – Sala de Ensaios
Gratuito mediante inscrição no site do FIMP
Criar para teatro de marionetas é tão desafiante quanto estimulante. Cada marioneta possui uma identidade própria; cada espetáculo apresenta necessidades específicas; e cada criação implica um processo de pesquisa, experimentação e construção dramatúrgica. Nesta masterclass, a atriz e encenadora, Micaela Soares, e o intérprete e criador, Vítor Gomes, partilham a sua experiência enquanto criadores envolvidos na dramaturgia e na construção de espetáculos de teatro com marionetas na companhia Teatro de Marionetas do Porto. Ao longo da sessão, irão explorar o que distingue a escrita para teatro convencional da escrita para teatro de marionetas, conhecer diferentes processos criativos e analisar exemplos de espetáculos da companhia. A componente prática desafiará quem participa a desenvolver um exercício de escrita criativa, no qual serão convidados a animar o inanimado e a descobrir como a ficção pode dar origem à ação cénica.


Universo Onírico
1 a 31 de outubro
Quarta a sexta
14h – 18h*
Sábado e domingo
11h – 13h* + 14h – 18h*
*última admissão 30 minutos antes do fecho
Rua de Belomonte, 61 – Porto
Da exposição O Universo Onírico das Marionetas do Porto fazem parte obras emblemáticas da companhia que se relacionam com a temática do sonho e ambientes etéreos (Wonderland, Nada ou Silêncio de Beckett, Cabaret Molotov, Cinderela, A Cor do Céu e Joanica Puff).
Miséria e Teatro Dom Roberto mantém-se como documento histórico do Museu das Marionetas do Porto e acrescentamos à lista uma mega ilustração de Júlio Vanzeler que une dezenas de personagens criadas por si.
No espaço de experimentação, concebido como um miniteatro, poderá ser um verdadeiro marionetista, encenador e ainda técnico de luz, som e vídeo.
A exposição permite uma fruição diversa, capaz de transportar o visitante para outro lugar, através das peças expostas, dos adereços, das histórias e de todas as atividades propostas num programa dirigido a todo o público.
Na sala dedicada às exposições temporárias recebemos, duas vezes por ano, companhias de marionetas e formas animadas do nosso país.
Este é um museu de autor, centrado na obra de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), fundador do Teatro de Marionetas do Porto, situado numa rua estreita, em pleno centro histórico. Atravessar a porta do Museu, tem sido, para muitos visitantes, um encontro com a utopia. Assim desejamos que continue através da exposição patente.

Exposição Temporária
A Memória das Formas: As Marionetas da Limite Zero (2003-2026)
Companhia Limite Zero
até 31 de janeiro de 2027
Museu das Marionetas do Porto
A Limite Zero Associação Cultural nasceu no Porto em 2003, como um organismo cultural voltado para a concretização de iniciativas em diversos domínios artísticos. À produção de teatro de marionetas e objetos, juntamos a produção de vídeo e um forte investimento na formação, através de ateliers de expressão dramática, construção de formas animadas e impressão 3D, dirigidos a crianças e a adultos. Queremos que seja um espaço de cruzamento de linguagens, de experimentação e de aprendizagem, que procura dialogar com a comunidade através da arte. Ao longo de mais de duas décadas, temos colaborado com uma grande diversidade de artistas, sobretudo nas áreas da dramaturgia, da música e da sonoplastia. Os textos e as partituras sonoras de cada espetáculo são assinados por criadores diferentes de projeto para projeto, trazendo a cada estreia novas sensibilidades e sonoridades. Esta abertura permanente a diferentes vozes é um dos traços mais consistentes da nossa identidade artística. Essa mesma vontade de cruzar linguagens manifesta-se também nos próprios espetáculos. Em muitos dos nossos projetos, atores e marionetas partilham o palco em pé de igualdade, tecendo uma narrativa onde personagens de carne e osso e personagens-objeto se cruzam. Este diálogo entre corpo vivo e matéria animada é um dos pilares da nossa linguagem cénica. A marioneta não substitui o ator, nem o ator domina a marioneta; ambos coexistem em cena, ampliando as possibilidades poéticas e simbólicas de cada história.
Desde 2003, a companhia criou e produziu mais de duas dezenas de espetáculos, entre os quais “Estórias do Dia e da Noite” (2006), “Volta ao Mundo, uma Viagem de Circo-Navegação” (2008), “O Trono Saiu à Rua” (2010), “As Viagens de Gulliver” (2013), “As Filhas do Diabo” (2014), “Lendas da Nossa Terra por Romão o Ancião” (2017), “Em Busca do Planalto Perdido” (2018), “Os Sonhos do Tom” (2021), “Horizonte” (2023) e “Próxima Estação” (2024), esta última inspirada no universo de Fernando Pessoa. nascidos no Porto, estes espetáculos não ficam presos a uma só sala: circulam por teatros, festivais e escolas de norte a sul do país, levando o teatro a públicos de diferentes regiões e gerações, e cruzando–se com outras companhias e instituições dedicadas à marioneta em Portugal. Para nós, o teatro de marionetas e de objetos é uma das linguagens mais universais e poéticas das artes performativas: transforma o inanimado em vida diante do público, estimula a imaginação e a emoção, e dialoga com a memória coletiva e a tradição oral sem barreiras de idade, língua ou cultura. É essa capacidade de dar vida à matéria inerte, de transformar objetos em narradores de histórias que perseguimos em cada nova criação, sempre a várias


Estreia absoluta!
#Não somos Cactos#
2º e 3º ciclo
13 e 14 novembro
Teatro Municipal do Porto – CAMPO ALEGRE
Neste momento, há zonas do planeta que ‘aquecem’ – pelo aquecimento global, pela expansão das áreas desérticas, pela disputa pela água, pela proliferação de radicalismos, pela sobrevivência. Paradoxalmente, as cheias e a falta de controlo sobre as águas são também causa de morte e de deslocação de populações inteiras.
#Não somos cactos# aborda a crescente escassez de água potável no planeta e os novos fluxos de migrações – humanas e mais que humanas – a ela associados, circunstâncias que prometem agitar os pilares da realidade que até agora conhecemos.
Apresenta uma ficção quase sem palavras, onde a água é protagonista e provocadora – onde pode ser a que nos tira a sede, mas também a causa do nosso afogamento.
Ficha Técnica
Criação e texto: Joana Magalhães / Marionetas: João Pedro Trindade / Cenografia: Sofia Silva / Figurinos: Inês Mariana Moitas / Desenho de luz e som: Filipe Azevedo / Intérpretes: Isabel Carvalho, João Costa e Vítor Gomes / Composição sonora: Jorge Queijo / Produção: Marionetas do Porto / Operação de luz e som: Filipe Azevedo / Adereços e Oficina de construção: Filipe Azevedo, João Pedro Trindade e Catarina Falcão / Produção: Marionetas do Porto / Fotografia de cena: Susana Neves
Inspirado em: #Não Somos Cactos#, de Rui Mendonça, Comédias do Minho
Espetáculo em coprodução com o Teatro de Marionetas do Porto, o Teatro Municipal do Porto e o Centro Cultural de Lagos

O Sr. Aníbal regressa a casa!
m/3
5 a 20 dezembro
(várias datas e horários)
Teatro de Belomonte
O Sr. Aníbal é um senhor idoso que vive sozinho numa casa-toca. A sua companhia são os objetos que habitam uma casa e as memórias que cada um deles carrega. No meio de tanta solidão, tanto silêncio, será que o senhor Aníbal se sente sozinho? Ou as memórias baralhadas de 80 anos de vida se tornam em momentos vertiginosamente divertidos? Será que os objetos de uma casa podem ganhar vida apenas para fazer companhia a este velhinho? As Marionetas do Porto propõem um espetáculo que reflete sobre a velhice e associada a ela alguma solidão. Ao acompanhar este personagem fazemos uma viagem sobre as rotinas do seu dia-a-dia e os seus contratempos. No espetáculo, a companhia faz uma abordagem aos objetos do quotidiano que carregam a sua própria memória, a sua função e a sua metáfora, ao mesmo tempo que reflete sobre a velhice nos tempos atuais.
Coprodução Marionetas do Porto | Festival Internacional de Marionetas do Porto