
JULHO 2026

Quem Sou Eu?
8ª edição
9 julho – 18:30h
Teatro Municipal do Porto Campo Alegre
Rua das Estrelas,
4150-762 Porto
“Quem sou eu?” é um projeto de criação artística, com uma componente de coesão social, pensado para a população da cidade do Porto, com mais de 65 anos. Criado em 2018, na sequência da adesão do Município do Porto à Rede Mundial de Cidades Amigas das Pessoas Idosas, estando integrado no Plano de Ação –
Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas. O projeto “Quem sou eu?”, desenvolvido em parceria com o Teatro de Marionetas do Porto, nasceu de uma forte motivação de trabalhar com a comunidade, promovendo a sensibilização artística e o envolvimento cultural através de práticas participativas.
Em cada nova edição e em função de cada grupo de participantes, criamos um espetáculo de forma partilhada, ao encontro do belo que há em cada uma das pessoas, numa celebração à vida! A 8ª edição de “Quem sou eu?” é realizada em colaboração com a Junta de Freguesia de Ramalde, através da parceria com a Universidade Intergeracional de Ramalde – (UNIR).

OPEN HOUSE PORTO
TEATRO DE BELOMONTE
4 e 5 de julho**
11h00 às 13h00
14h00 às 18h00*
Rua de Belomonte 57, 4050-097 Porto
* Frequência: 30 minutos – grupos até 20 pessoas
**Entrada no Museu das Marionetas do Porto a 2€
VisItas especiais
Sábado
12h00 Visita especial com ACAPO por Isabel Barros
15h00 Visita Guiada com o Arquiteto José Gigante
Domingo
12h00 Visita Guiada com Isabel Barros
Na edição deste ano do OPEN HOUSE PORTO, pretende-se refletir sobre os edifícios que acumulam transformações, adaptações e novos usos ao longo da sua existência. O tema destaca a arquitetura como algo resiliente e sustentável, capaz de permanecer relevante através da sua versatilidade. O Open House 2026 propõe assim explorar espaços onde as diferentes camadas revelam o diálogo contínuo entre Tempo, Espaço e Programa. O Teatro de Belmonte foi um dos espaços selecionados pela curadoria.
Open House Worldwide
É uma iniciativa internacional, criada em Londres em 1992, anual e concentrada num fim de semana, à qual fazem parte mais de 50 cidades em todo o mundo. Tem por objetivo ultrapassar e desconstruir as barreiras existentes entre a arquitetura e o público não especializado, na descoberta das cidades e de espaços públicos e privados, de relevo patrimonial e arquitetónico. Os visitantes são convidados a explorar casas particulares, edifícios, infraestruturas, espaços públicos e conjuntos urbanos que ilustram a singularidade da arquitetura local e que, muitas vezes, só se abrem ao público para este evento;
Open House Porto
A 1ª edição decorreu em 2015. É o único caso mundial em que 4 cidades (Maia, Matosinhos, Porto e V.N.Gaia) se unem para o evento enquanto um só território. Para além do roteiro de visitas, dois programas de atividades complementares fazem parte do evento promovendo outras interações disciplinares.
Este ano O Teatro de Belomonte foi selecionado pela sua arquitetura única e histórica.


OFICINA DE CONSTRUÇÃO
Projeto ATLAS | COMÉDIAS DO MINHO
6 a 10 julho
Melgaço | Casa da Cultura
Formadores:
João Pedro Trindade e Catarina Falcão
Av. Salgueiro Maia 264, Melgaço
Inserido no Projeto ATLAS, o Teatro de Marionetas do Porto irá dinamizar workshops para jovens dos 11 aos 16 anos. O objetivo será permitir aos jovens a exploração e experimentação de marionetas – desde a sua idealização, construção até à manipulação, tendo como mote questões de identidade.
As marionetas têm o potencial de podermos criar um personagem, uma espécie de alter-ego (permite expor medos, sentimentos, projetar quem gostávamos de ser…).
Pensando nas relações e interesses dos jovens, numa vertente mais tecnológica, a criação dos seus avatares, quem querem ser no futuro…
Mais do que pensar e preparar uma apresentação pública, interessa o processo criativo, a construção e a manipulação.


Universo Onírico
3 a 30 de juLho**
Quarta a sexta
14h – 18h*
Sábado e domingo
11h – 13h* + 14h – 18h*
*última admissão 30 minutos antes do fecho
**Nos dias 4 e 5 de julho o valor de entrada é 2€ no âmbito do OpenHouse.
Rua de Belomonte, 61 – Porto
Da exposição O Universo Onírico das Marionetas do Porto fazem parte obras emblemáticas da companhia que se relacionam com a temática do sonho e ambientes etéreos (Wonderland, Nada ou Silêncio de Beckett, Cabaret Molotov, Cinderela, A Cor do Céu e Joanica Puff).
Miséria e Teatro Dom Roberto mantém-se como documento histórico do Museu das Marionetas do Porto e acrescentamos à lista uma mega ilustração de Júlio Vanzeler que une dezenas de personagens criadas por si.
No espaço de experimentação, concebido como um miniteatro, poderá ser um verdadeiro marionetista, encenador e ainda técnico de luz, som e vídeo.
A exposição permite uma fruição diversa, capaz de transportar o visitante para outro lugar, através das peças expostas, dos adereços, das histórias e de todas as atividades propostas num programa dirigido a todo o público.
Na sala dedicada às exposições temporárias recebemos, duas vezes por ano, companhias de marionetas e formas animadas do nosso país.
Este é um museu de autor, centrado na obra de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), fundador do Teatro de Marionetas do Porto, situado numa rua estreita, em pleno centro histórico. Atravessar a porta do Museu, tem sido, para muitos visitantes, um encontro com a utopia. Assim desejamos que continue através da exposição patente.

OS CLÁSSICOS D’A TARUMBA: MAHAGONNY – AQUI TUDO É PERMITIDO
A TARUMBA – TEATRO DE MARIONETAS
Exposiçãotemporária até 27 de setembro
Museu das Marionetas do Porto
Há demasiadas almas de madeira para que não se amem as personagens de madeira que têm uma alma. – Jean Cocteau Tarumba significa atarantar, estontear, atordoar, maravilhar… palavras que exprimem o sentimento geral da companhia em relação às artes da marioneta.
A Tarumba foi criada em 1993 e está sediada em Lisboa. Iniciou o seu percurso com a adaptação de clássicos com marionetas de fios dirigidos maioritariamente ao público adulto. Foram encenadas peças de autores como Christopher Marlowe, William Shakespeare ou Federico García Lorca, entre outros.
Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny estreou a 20 de novembro de 1998, no Teatro Taborda. Pela primeira vez foi apresentada em Portugal a adaptação de uma obra de Bertolt Brecht para marionetas. A tradicional cenografia foi substituída por imagens digitais e vídeo, de Gonçalo Luz, produzindo um excesso de sentidos e uma amplitude espacial inovadora no teatro de marionetas. Foi recriado o ambiente de uma cidade perdida, uma utopia dos anos da procura do ouro e dos sonhos, com marionetas de madeira articuladas por fios, com cerca de 3 metros de comprimento, construídas por Luís Vieira e com figurinos de Rute Ribeiro, que interpretavam o estado psicológico das personagens de Brecht: Jimmy Mahoney, Leocadia Begbick, Jenny Smith, Fatty, Trinity Moses, Bill, Joe e Jake Schmidt.
A companhia realizou os ensaios e um workshop no Estabelecimento Prisional das Mónicas, em colaboração com a Direção-Geral dos Serviços Prisionais, de onde resultou a participação de três reclusos no espetáculo.
Mahagonny foi a última peça d’A Tarumba com ponte de manipulação, marionetas de fios e marionetistas ocultos. Apenas as marionetas – que pareciam enormes aos olhos do público – e o espaço cénico eram visíveis, criando uma ilusão mágica. Marca uma viagem criativa que começou pelos fios, mas que rapidamente se expandiu para outras formas de pensar e trabalhar a marioneta contemporânea, sem medo de arriscar e de partilhar.