Agenda

ABRIL 2026

cinderelar

Micro programa de páscoa!

Visita guiada ao Museu das Marionetas do Porto e oficina CINDERELAR
7 + 8 de abril – 14h30
Teatro de Belomonte

 

Visita guiada ao Museu das Marionetas do Porto

Ao longo de sensivelmente uma hora, o público poderá usufruir de uma visita onde será partilhada a história e alguns momentos marcantes das Marionetas do Porto

 

Oficina CINDERELAR

“Lavar a loiça, limpar o pó, fazer comida, abrir a porta, lavar a roupa, tratar dos animais, apanhar cocó, passar a ferro, esfregar o chão, ão, ão, ão”.

Todos nós nos lembramos da Cinderela quando se trata de fazer as lides domésticas, e como tal as Marionetas do Porto propõem uma oficina de manipulação inspirada no universo da Cinderela, da nossa Cinderela, que está, atualmente, em exposição no Museu das Marionetas do Porto. Ao longo de 1h30 vamos viajar pelo mundo da manipulação de objetos onde o objetivo é só um: levar a Cinderela ao baile. Baseados na Cinderela escrita e encenada por João Paulo Seara Cardoso para o Teatro de Marionetas do Porto, vamos dar vida a objetos do quotidiano de forma a recriarmos este conto de fadas. Um par de sapatos podem ser as irmãs ranhosas da Cinderela, uma vassoura a Cinderela antes de ir ao baile e uma esfregona da Vileda quando esta está sob o feitiço da fada madrinha, que nesta nossa recriação pode ser uma varinha mágica. As possibilidades são infinitas e são imensos os objetos à nossa volta que podem transformar-se em autênticas marionetas! Vamos Cinderelar?

museu

Universo Onírico 

1 a 30 de abril*
Quarta a sexta
14h – 18h**
Sábado e domingo
11h – 13h* + 14h – 18h**
**última admissão 30 minutos antes do fecho
Rua de Belomonte, 61 – Porto

Da exposição O Universo Onírico das Marionetas do Porto fazem parte obras emblemáticas da companhia que se relacionam com a temática do sonho e ambientes etéreos (Wonderland, Nada ou Silêncio de Beckett, Cabaret Molotov, Cinderela, A Cor do Céu e Joanica Puff).
Miséria e Teatro Dom Roberto mantém-se como documento histórico do Museu das Marionetas do Porto e acrescentamos à lista uma mega ilustração de Júlio Vanzeler que une dezenas de personagens criadas por si.
No espaço de experimentação, concebido como um miniteatro, poderá ser um verdadeiro marionetista, encenador e ainda técnico de luz, som e vídeo.
A exposição permite uma fruição diversa, capaz de transportar o visitante para outro lugar, através das peças expostas, dos adereços, das histórias e de todas as atividades propostas num programa dirigido a todo o público.
Na sala dedicada às exposições temporárias recebemos, duas vezes por ano, companhias de marionetas e formas animadas do nosso país.

Este é um museu de autor, centrado na obra de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), fundador do Teatro de Marionetas do Porto, situado numa rua estreita, em pleno centro histórico. Atravessar a porta do Museu, tem sido, para muitos visitantes, um encontro com a utopia. Assim desejamos que continue através da exposição patente.

tarumba

OS CLÁSSICOS D’A TARUMBA: MAHAGONNY – AQUI TUDO É PERMITIDO

A TARUMBA – TEATRO DE MARIONETAS

Exposiçãotemporária até 27 de setembro
Museu das Marionetas do Porto

Há demasiadas almas de madeira para que não se amem as personagens de madeira que têm uma alma. – Jean Cocteau Tarumba significa atarantar, estontear, atordoar, maravilhar… palavras que exprimem o sentimento geral da companhia em relação às artes da marioneta.
A Tarumba foi criada em 1993 e está sediada em Lisboa. Iniciou o seu percurso com a adaptação de clássicos com marionetas de fios dirigidos maioritariamente ao público adulto. Foram encenadas peças de autores como Christopher Marlowe, William Shakespeare ou Federico García Lorca, entre outros.
Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny estreou a 20 de novembro de 1998, no Teatro Taborda. Pela primeira vez foi apresentada em Portugal a adaptação de uma obra de Bertolt Brecht para marionetas. A tradicional cenografia foi substituída por imagens digitais e vídeo, de Gonçalo Luz, produzindo um excesso de sentidos e uma amplitude espacial inovadora no teatro de marionetas. Foi recriado o ambiente de uma cidade perdida, uma utopia dos anos da procura do ouro e dos sonhos, com marionetas de madeira articuladas por fios, com cerca de 3 metros de comprimento, construídas por Luís Vieira e com figurinos de Rute Ribeiro, que interpretavam o estado psicológico das personagens de Brecht: Jimmy Mahoney, Leocadia Begbick, Jenny Smith, Fatty, Trinity Moses, Bill, Joe e Jake Schmidt.
A companhia realizou os ensaios e um workshop no Estabelecimento Prisional das Mónicas, em colaboração com a Direção-Geral dos Serviços Prisionais, de onde resultou a participação de três reclusos no espetáculo.
Mahagonny foi a última peça d’A Tarumba com ponte de manipulação, marionetas de fios e marionetistas ocultos. Apenas as marionetas – que pareciam enormes aos olhos do público – e o espaço cénico eram visíveis, criando uma ilusão mágica. Marca uma viagem criativa que começou pelos fios, mas que rapidamente se expandiu para outras formas de pensar e trabalhar a marioneta contemporânea, sem medo de arriscar e de partilhar.