A PAZ de Aristófanes

A PAZ, foi escrita por Aristófanes e apresentada nas Grandes Dionísias em 421 a.C. Esta comédia antiga critica e satiriza, de forma severa, a guerra no Peloponeso que colocou Atenienses contra Espartanos. A obra conta a estória de Trigeu de Atmónia, um agricultor grego que farto da guerra resolve voar até ao Olimpo, montado num escaravelho gigante, para tirar satisfações …

ARCANO

O insólito universo de Franz Kafka, é em ARCANO explorado com toda a sua imagética soturna, conduzindo o espectador ao recôndito da mente humana, onde passeiam as sombras e as bestas kafkianas. É um espetáculo fragmentado, que através do espaço, do ator, da marioneta e da palavra, procura um equilíbrio entre a realidade e a alucinação, o orgânico e o …

BOCA DE CENA

Os cinco sentidos servidos à mesa para assinalar o vigésimo aniversário do Teatro de Marionetas do Porto, percurso iniciado com a histórica apresentação de Entre a Vida e a Morte/Capuchinho Vermelho XXX (1988) na cidade francesa de Charleville-Mézières, capital mundial da marioneta. Em Boca de Cena: Teatro-Jantar, o teatro “com” marionetas descobre afinidades insuspeitas com a gastronomia, Artaud confraterniza com …

OS 3 PORQUINHOS

Quando, em 1843, J. O. Halliwell publicou pela primeira vez a história de “Os Três Porquinhos”, estaria longe de imaginar as voltas que o mundo iria dar. O certo é que os três porquinhos e o malvado lobo embalaram na vertigem do tempo e chegaram até nós, habitantes da aldeia global. Onde estão, como sobrevivem, como se adaptaram os nossos …

VAI NO BATALHA

Vai no Batalha!, expressão típica do linguajar portuense, é mote para esta criação teatral, cuja estrutura se baseia na revista à portuguesa. Em termos de estrutura dramatúrgica, a revista é uma espécie de saco onde tudo se pode meter. Sobretudo ideias. E pena é que, atualmente, proliferem na revista sobretudo ideias vazias. E assim se vai perdendo o sentido da …

CAPUCHINHO VERMELHO XXX

Já reparou que O Capuchinho Vermelho é uma história na qual não se fala senão de comer? Este aspeto do conto pareceu interessar João Paulo Seara Cardoso que aqui nos apresenta um saboroso espetáculo de teatro de objectos (perecíveis). Tudo começa, tranquilamente, sobre a toalha plástica de uma mesa de cozinha um pouco antes da hora do jantar, até ao …